Entendendo a Homossexualidade

Considerações preliminares:

1. A homossexualidade, como qualquer outra inclinação para o pecado, resulta da queda, isto é, difere pouco das outras formas de pecado sexual. É uma expressão específica da confusão de identidade sexual. Os homossexuais podem sofrer de formas mais extremas dessa confusão, mas, mesmo assim, estamos lidando com diferenças de grau e não de natureza. Estou convicta de que não existe uma condição isolada, como se o homossexualismo fosse um pecado imutável, pior que qualquer outro – existem apenas pecadores com diferentes formas de fraquezas. Por isso, aqueles que adotam a vida homossexual talvez não gostem de ouvir isso, pois querem ver legitimado seu comportamento como condição ou estado especial, mas ainda assim natural. Assim, pessoas que estão na homossexualidade são homens e mulheres como todos os outros, todos pecadores como nós, lutando contra vulnerabilidades sexuais específicas ou simplesmente desistindo diante delas.

2. Apesar de toda inclinação para o pecado, ser, em parte inata, isto não constitui ‘desculpa’ para atos pecaminosos, pois todos compartilhamos a conseqüência do pecado de Adão e Eva. Como Davi, nós também somos homem decaído e nascemos em pecado, “em iniqüidade fui formado” (Salmo 51:5). O mesmo é verdadeiro para todos os homens e mulheres: mesmo nas condições em que poderíamos resistir, acabamos dando lugar ao pecado.Todavia, não podemos nos valer disto para vivermos imersos em escolhas erradas e na prática pecaminosa

Mas como a Igreja tem visto a questão da homossexualidade?

Segundo Esly Carvalho, importante psicóloga cristã brasileira que em boa medida inspira e fundamenta a escrita deste artigo, a Igreja pode ver a homossexualidade por meio de três perspectivas:

  1. Homossexualidade como ‘possessão’ demoníaca;
  2. Homossexualidade como conduta apreendida;
  3. Homossexualidade como um estilo de vida alternativo.

Vejamos cada uma delas:

1.1 Homossexualidade como ‘possessão’ demoníaca;

1. Ao encararmos a homossexualidade como algo somente espiritual, como opressão demoníaca, devemos considerar se:

a) Cristãos podem ou não “ter” demônios?

b) Somente orar resolve?

Comentário 1:

Quando concebemos a ‘possessão’ demoníaca como a única causa da homossexualidade, acabamos por nos equiparar à maioria absoluta das igrejas. Estas costumam tratar a homossexualidade como algo puramente espiritual, que seria “resolvida” com meios de libertação que estejam, pois, na esfera espiritual.

Contudo, ao considerarmos esta perspectiva, adentramos em discussões bem mais profundas do que a própria questão homossexual inserida neste aspecto. Temos de considerar como as igrejas lidam com assuntos como estes, pois: existem igrejas que não acreditam que existam demônios, outras sim; outros crêem que demônios não podem estar em cristãos, outros já crêem, e assim por diante.

Adotando uma postura imparcial, diremos apenas, sem muitas delongas, como se definem estes dois pontos de vista:

A primeira discussão em que se assentam algumas igrejas, diz respeito ao fato de que cristão não pode ter demônio, porque dentro do corpo de alguém que aceitou à Cristo, não pode haver comunhão entre luz e trevas.

A outra abordagem diz respeito ao fato de a pessoa já possuir um demônio antes de aceitar Jesus, e esta entidade estabeleceria uma relação de inquilinato no corpo de tal pessoa. Assim, quando a pessoa aceita Jesus “o título” da casa passa a ser de Jesus e não mais de satanás, ele perde o direito legal da propriedade. Somos transportados do reino de Satanás para o reino do Senhor. Mas nesta passada, segundo esta abordagem, o simples fato de a pessoa aceitar Jesus não é indicio de que esteja liberta, é preciso mandar ir embora os inquilinos que estão, por assim de dizer em alguns “cômodos da casa”. Sendo assim, dentro desta compreensão um destes demônios poderia ser o da homossexualidade, do lesbianismo, da pornografia, e tantos que existem. Eis as duas abordagens.

É comum, por vezes, pessoas que lutavam com a homossexualidade sofrerem uma série de manifestações demoníacas no momento em que entregam-se à Cristo, e cremos que como cristãos aptos, podemos com muita sabedoria, lidar com estas questões, a saber que este também foi o ministério de Jesus e nós já fomos comissionados por Ele para tal. Todavia, acreditamos que devemos lidar com fatos mais profundos do que simplesmente “expulsar” demônios; devemos fugir de atitudes simplistas e exageradas e partirmos em busca de soluções mais eficazes que o próprio Deus tem para nos ensinar no que diz respeito à libertação de homens e mulheres com lutas homossexuais. Vejamos, pois as outras perspectivas pelas quais a Igreja pode conceber a homossexualidade.

 

2. Homossexualidade como uma questão de conduta apreendida (raízes)

 

Algumas premissas:

A distinção entre sexo e gênero.

A homossexualidade não é inata, ou seja, não nasce com a pessoa.

• A Bíblia trata a homossexualidade essencialmente como um comportamento pecaminoso, e não como uma identidade.

• I Cor.

 

2.1 – As raízes (e o desenvolvimento) do homossexualismo:

 

Esta segunda postura trata a homossexualidade como uma desordem de conduta, trabalhando a idéia de que o homossexualismo é apreendido; é uma dificuldade de comportamento; disfunção/imaturidade emocional.

Ainda segundo E. Carvalho,  esta teoria é bastante confiável. Dentro desta perspectiva a pessoa se torna homossexual, por uma série de causas psicológicas e emocionais por influência do seu meio ambiente, incluindo obviamente a sua família. Esta abordagem baseia-se, principalmente no que chamamos de exposição das raízes, pois as raízes de uma árvore embora superficiais, podem espalhar-se por centenas de metros em todas as direções, entretecendo-se com o sistema de raízes de outros gigantes. Exatamente como o sistema de raízes presentes por baixo das árvores, o homossexualismo ou qualquer que seja a disfunção emocional, apresenta raízes, isto é, muitas coisas por baixo da superfície das vidas de pessoas atreladas ao homossexualismo, alimentam a identidade gay e mantendo-a firme no lugar, exatamente como as árvores. Logo, se descobrirmos as raízes que sustentam a homossexualidade, podemos ter sucesso em encontrar o caminho de saída deste comportamento.

É bom que saibamos que não analisamos as raízes do desenvolvimento homossexual para dragar a sujeira de nossa infância ou jogar a culpa sobre nossos pais. Fazemo-lo porque entender o desenvolvimento do homossexual aponta o caminho da verdadeira solução. E conforme estas raízes são identificadas e tratadas, através da orientação de Deus e no seu tempo, a homossexualidade se torna cada vez menos firmemente estabelecida. Mesmo a identidade lésbica ou homossexual, tão abrangente e tão enraizada, vai submeter-se à cura paciente, persistente e gentil de Deus. Atentemos para algumas raízes:

1ª raiz: Antecedentes familiares: O processo de identificação com o genitor do mesmo sexo

Comentário 3:

Obviamente todos nós nascemos de um corpo de uma mulher. Tanto os homens como as mulheres, ao nascerem do corpo de uma mulher, precisam desenvolver primeiro um processo de identificação com a figura materna, figura feminina, já que é a mãe quem costuma cuidar, trocar as fraldas; é ela quem está mais perto do bebê principalmente no primeiro ano de vida. Mas os homens tem uma tarefa emocional diferente das mulheres Então o menino, ao completar 2 ou 3 anos de idade, precisa começar um processo de des-identificação com a mãe e iniciar uma identificação com o pai ou com um representante do pai. A saber que, quando nos referimos a estes papéis de mãe e pai, estamos falando de uma pessoa deste gênero encarregada de cuidar desta pessoa: tio, tia, avô, irmã, mãe adotiva, etc. Sendo assim, o menino tem de dar este “salto de fé”, tem de soltar esta comodidade de sua mãe e começar a procurar essa figura masculina a qual ele tem de se identificar. Nessa procura, quando o pai é um pai presente, é amoroso, é um pai que confirma este menino como homem, este processo se dá sem maiores dificuldades. Mário Bergner[1], explica que o desenvolvimento da homossexualidade em uma pessoa está relacionado ao que ele chama de “amor em desordem”. Tal como a maioria dos psicólogos e especialistas, acredita-se que no caso da homossexualidade, a desordem no amor manifesta-se desde a primeira infância. Toda criança precisa identificar-se com as formas de amor estabelecidas por Deus. Este primeiro amor, o amor ágape, é também chamado de amor fundamental, natural ou amor familiar. É aquele que une as pessoas em algum grupo natural C.S.Lewis considera este amor (ágape) muito importante. Ele o chama de afeição e diz ao seu respeito: “a imagem que deve ser o nosso ponto de partida é a da mãe alimentando sue bebê, da cadela ou gata deitada em uma cesta e rodeada de seus filhotinhos”[2]

O amor ágape possui expressões masculinas e femininas e nosso contato com estas diferentes formas variam durante a infância. Quando crianças, a principio provamos o sabor do ágape em sua manifestação feminina por intermédio de um toque, um seio repleto de comida. Na simbiose entre mãe e filho, o bebê nem sequer suspeita que é um ser desligado da mãe. Tudo o que ele conhece são sentimentos de amor e nutrição, resultantes do fato de ele ter feito parte do corpo dela por alguns meses. Um cordão invisível, persiste, muito tempo depois do cordão umbilical ter sido cortado.O bebê conhece um senso de ser e individualidade no amor da mãe. Nele, a história do amor de bebê recebe suas primeiras influências do feminino e da feminilidade, bem como do ser. Contudo com o intuito de encontrar um senso seguro de individualidade longe da mãe, a criança necessita do apoio afetuoso do pai.O Dr. Daniel Trobisch diz que a mãe representa um ciclo, e o pai, aquele a quem cabe nos resgatar desse ciclo”. Geralmente quando as crianças começam a engatinhar, elas o fazem em direção ao pai, afastando-se da mãe. Graças ao seu apoio afetuoso, o pai desempenha importante papel de ajudar o filho a desvicular sua identidade pessoal da identidade materna. O amor do pai, no caso do filho, lhe permitirá identificar-se positivamente com as características masculinas e de homem que vê nesse pai. O que é essencial para o desenvolvimento de “uma identidade de função do gênero” saudável – o papel que se desempenha na vida como homem ou mulher. Tanto para os filhos, quanto para as filhas, o pai é uma representação de tudo o que se pode associar ao masculino e ao homem no mundo, da mesma maneira que a mãe é tudo é uma representação de tudo que se pode associar ao feminino e a mulher no mundo. É importante que os filhos identifiquem-se positivamente com os papéis desempenhados especificamente pelo seu gênero, percebidos no genitor do mesmo sexo que eles ou elas.Isso para que adquiram uma identidade positiva da função de seu gênero. Por outro lado, a criança deve vivenciar positivamente as diferenças entre os gêneros com o genitor do sexo oposto ao dela. Só assim aprende a estabelecer uma relação complementar com representantes do sexo oposto.

Então o que acontece quando este processo não se dá de uma forma normal e tranqüila? Muitas coisas podem acontecer que vão interrompendo este processo de descoberta e identificação com o masculino. Este menino pode procurar esta figura masculina para se identificar e não encontrar. Quem sabe este menino more com a mãe, 5 tias e a avó, não tendo acesso a esta figura masculina, consequentemente não terá figura paterna para começar o processo de desvinculação com o mesmo. Então sua única identificação será com o genitor do sexo oposto, o que lhe acarreta confusões a respeito de quem ele é. Talvez seja por isto que a maior parte dos homens que estão na homossexualidade apresentem tanta devoção pela mãe, pois foi o único modelo de amor que conheceu e que até hoje não conseguiu separar-se dela. Também é muito comum situações de abandono, aonde o pai não viveu com sua mãe, a abandonou. Um extremo é o abandono, a ausência, uma falta de modelo. O outro extremo é um pai que mesmo presente é ausente, sendo um péssimo modelo : drogado, que abusa da família, um pai que abusa verbalmente, psicologicamente, sexualmente do próprio filho, que e alcoólatra., que bate, que grita etc. Daí a criança reflete mesmo sem percepção imediata: “Se ser homem é ser como meu pai, então não quero ser homem! Esta conclusão e decisão é relativamente inconsciente, mas fica impressa na criança e como a natureza odeia o vazio, se este menino não vai se tornar homem, como sugere o contato com o seu pai, o que sobra? A figura feminina, a figura da mãe. É por isso que escutamos bastante em aconselhamento de homossexuais, a frase: “Desde que nasci, que me entendo por gente eu sou assim, eu sinto assim”. E é verdade! Isto não significa que ele necessariamente tenha nascido assim, mas a memória que este homem possui da primeira infância expressa este quadro de disfunção. E como estas são as únicas lembranças que ele possui, entende é claro, que desde a tenra idade já era homossexual, devido a sua perene dificuldade de adequar-se ao ser masculino.

“Quando o homem deixa de receber a forma masculina de ágape na infância, o déficit é anotado em sua identificação de gênero. Talvez então ele tente compensá-lo estabelecendo um vínculo no qual se apegar, e do qual se torne dependente com um outro homem, ou por intermédio de uma expressão do Eros (amor dos romances, o amor sexual), resultando na neurose homossexual. Se ao homem faltar o filéo (amor da amizade, dos relacionamentos entre amigos, companheirismo), ele pode criar expectativas nada razoáveis e depositá-las sobre os homens. A mulher que não encontrou um senso seguro de ser no amor materno pode transferir essa necessidade para os relacionamentos com outras mulheres,esperando delas algo que simplesmente não podem ou que não deveriam lhe dar. É possível compreender certas expressões de homossexualidade, tanto do homem quanto na mulher como necessidades de afeto relacionadas ao mesmo sexo que não satisfeitas,e que foram erotizadas. Em casos assim, o eros foi erroneamente incluído no enredo da identificação do gênero, e ao mesmo tempo que ficou de fora do caráter complementar do gênero. Considerando que se sente falta do ágape, a tentativa de encontrar amor no eros jamais acabará com esta deficiência. A pessoa “está procurando amor no lugar errado” literalmente. Determinadas expressões de homossexualidade resultam em fuga impulsionada pelo medo do sexo oposto,e um apego ao mesmo sexo. Ao evitar membros do sexo oposto, o homossexual não precisa mais lidar com seu senso de inadequação sexual em relação à eles.[3]

(Este material é fruto de pesquisa sobre a temática da homossexualidade e de como nós, cristãos, podemos lidar com isso. Destacamos a grande contribuição da psicóloga e autora cristã Esly Carvalho, cuja produção nos concede amplo embasamento para esse texto.)

Brena Riker é líder do Ministério Ser e pastora da Igreja Batista Missionária da Amazônia (IBMA) e pertence ao Exodus Brasil. Formada em Letras pela UFPA e em Fundamentos em Aconselhamento na Jocum Chile. Casada com David Riker e mãe da Nataly e do Pedro.

Como NÃO pregar o evangelho para alguém que vive a homossexualidade

No inicio do nosso ministério focamos a evangelização de travestis e homossexuais em zona de prostituição. Nossa abordagem era a amizade. Tentamos conhecer e participar, o mais próximo possível, da realidade deste grupo social tão discriminado. Essa não é uma maneira fácil de comunicar as boas novas, pois não se trata de um encontro pontual com alguém. A intenção era manter um diálogo contínuo. Visitá-los em suas casas. Demonstrar interesse genuíno e insistente por suas jornadas existenciais. Acreditávamos que esta era a forma mais eficaz de influenciar alguém e aproximá-la de Deus.

Sempre me lembro desse tipo de evangelização quando cristãos me perguntam sobre a maneira correta de anunciar o reino de Deus aos homossexuais presentes em suas famílias, escolas, vizinhanças ou trabalhos. Entendemos  que somos desafiados por Cristo, o “amigo dos pecadores” (Mt 11.19), a estabelecer laços de amizade sadios com eles, antes de tentarmos falar qualquer coisa. Portanto, como primeira contribuição deste texto, quero deixar claro: não veja um indivíduo com atrações homoafetivas como seu inimigo.

Pessoas na homossexualidade não são seus inimigos.

A amizade é a forma de amor alicerçado naquilo que temos em comum*. Mas, o que um cristão sexualmente abstinente ou tradicionalmente casado tem em comum com alguém que vive a homossexualidade? Ambos são humanos. São objetos do amor irremediável de Deus. E, são dignos de respeito.

Tendo isto em mente, nunca devemos pregar o evangelho com um ar de superioridade. Somos todos filhos do mesmo pai, a saber, Adão. Apesar do antagonismo de conceitos, estamos no mesmo nível. Somos a única humanidade existente. O problema é que, com frequência, vemos “o ser humano a partir de suas doenças”, como afirma o teológo e psicólogo Jean – Yves Leloup. Nutrimos um olhar inquisitivo, incapaz de dialogar. Uma postura surda aos anseios do próximo.

Não haja com ar de superioridade.

Muitos desenvolvem o ministério do “cisco do olho” (Mt 7.3), ansiosos em acabar com os problemas dos “inferiores”, causam “cegueira” em quem deveriam ajudar. Além, é claro, de negligenciar o cuidado com suas próprias mazelas.

Nada há mais humano do que a dignidade. É uma qualidade universal. Está no bojo daquilo que nos foi dado em Gênesis 1.26: “a imagem e semelhança de Deus”. Os indivíduos, por mais perdidos que estejam, possuem o reflexo da pessoa de Deus. E, a aplicação desta verdade independe se tais sujeitos vivem a homossexualidade ou a heterossexualidade. Logo, na proclamação do reino de Deus não desrespeite as ideias, a consciência, a história e a liberdade de ninguém. O evangelho é uma proposição do céu, não uma imposição religiosa.

Um exemplo de como não ministrar homossexuais esta em Lucas 9: 54 -56: “Tiago e João perguntaram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir? Jesus, porém, voltando-se os repreendeu e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Pois o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las.” Perceba que Jesus, se auto denominou como “Filho do Homem”, um título que o aproxima da nossa raça adâmica. Portanto, pare de pedir que Deus desça fogo sobre os gays. Lembre-se de que espírito somos, e de nossa inegável humanidade compartilhada com eles.

O amor de Deus não é uma conquista de esforço pessoal.

Além do que já está posto, vale salientar que o amor de Deus não deve ser pregado como uma conquista baseada no desempenho pessoal. O Senhor não começa a amar o homem a partir do momento em que este passa a crer, pelo contrário, “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Rm 5.8). E, mais: “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (1 Jo 4.19). Esse é um amor inabalável e derramado a todos. Amor que fez Pedro reconhecer “que Deus não faz acepção de pessoas” (At 10. 34).

Quando norteamos a evangelização por esse princípio não tratamos os homossexuais como seres diferenciados, como sujeitos mais impuros do que os outros, ou como uma espécie odiada por Deus com mais veemência. São pessoas normais que podem estar perdidas assim como qualquer outra.

Por isso, ao dialogarmos com eles, devemos nos concentrar na pregação do amor de Deus, na pessoa de Cristo e na chamada ao arrependimento que é dirigida a todo homem, e não na condição homossexual do nosso interlocutor.

O que quero deixar claro é: esqueça, por um momento, que está diante de um homossexual. Arrependa-se do seu asco preconceituoso direcionado a esse público. E, “desarme” sua abordagem evangelística de todo tipo de “guerra santa” contra os gays.

Arme-se, sim, da fraternidade, da solidariedade e proclame a “verdade em amor (Ef 4.15). Não centralize sua pregação na homossexualidade de ninguém. Concentre-se na necessidade que todos têm de conhecer o amor e a restauração propostas por Deus.


David Riker é líder do Ministério Ser, pastor da Igreja Missionária da Amazônia (IBMA) e pertence ao Exodus Brasil. É teólogo pelo STBNA, formado em Arte-educação pela UFPA e graduando em Filosofia pela Uniasselvi. Marido da Brena Riker e pai da Nataly e do Pedro.